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O povo em primeiro lugar

Mais renda

Rendimento médio das empregadas domésticas cresceu entre 2003 e 2013

As empregadas domésticas foram uma das classes cuja renda mais cresceu no período 2003-2013. O rendimento médio da categoria aumentou 5% ao ano. A comparação entre os salários de dezembro de 2013 com os de igual mês de 2012 mostra uma escalada ainda maior na renda da categoria, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE para as seis maiores regiões metropolitanas do país: alta de 8,2%, com aumento do rendimento para R$ 843,00. Nessa mesma comparação, a renda média geral do país subiu 3,2%.

Inclusão social aumentou poder de compra: todos saíram ganhando

A redução das desigualdades foi boa para todos os segmentos sociais. Com a inclusão de milhões de brasileiros e brasileiras no mercado de trabalho formal e o aumento do poder de compra, todos os setores saíram lucrando. Isso foi exatamente o contrário do que aconteceu na última vez em que a desigualdade havia caído, na década de 1980. Naquele tempo, a recessão econômica fez com que todos perdessem.

Emprego recorde, salário mínimo forte e Bolsa Família impulsionaram melhoria de renda dos mais pobres

O aquecimento do mercado de trabalho iniciado com o governo Lula teve efeito claro na renda do trabalhador e da trabalhadora. Entre 2002 e 2015, o rendimento médio do trabalho das pessoas de 15 anos ou mais cresceu 18%. A principal ferramenta para ampliação da renda do trabalho e redução das desigualdades foi a política de fortalecimento do salário mínimo, instituída com base em reajuste com reposição total da inflação mais o crescimento do PIB de dois anos anteriores. Dessa forma, o salário mínimo aumentou 77,2% em termos reais nos decorrer de 13 anos de governos progressistas.


Mercado de trabalho aquecido e ganhos reais de salário aumentaram o peso da massa salarial em relação ao PIB. Foto: André Gomes de Melo
 
 
 
Nesse mesmo período, o emprego cresceu em ritmo muito mais acelerado do que a nossa população em idade para trabalhar. Como consequência, quem estava no desalento, sem acreditar que poderia encontrar emprego, passou a procurar. E quem procurou, teve mais facilidade em encontrar.  O resultado foi a redução drástica do desemprego, que passou de 10,5% no final de 2002 para 4,3% em 2013.
 
O Brasil alcançou o pleno emprego, que é quando a taxa de desemprego chega a um mínimo correspondente à movimentação dos trabalhadores e trabalhadoras entre um emprego e outro.   
 
Já entre 2013 e 2014, 19,4 milhões de empregos formais foram criados. Foram 1,5 milhão de empregos por ano, um feito sem precedentes nos mais de 500 anos de nossa história.
 
 

Outro elemento que pesou muito no processo de redução desigualdades em nosso país foi o Bolsa Família. Criado pelo governo Lula, o exitoso programa de tranferência de renda beneficiou principalmente mulheres (93% dos titulares dos cartões do programa), pardos e negros (73%) e nordestinos (51%), segundo dados de 2013 do Ministério do Desenvolvimento Social e do Ipea. Esses mesmos segmentos foram os mais afetados pelos retrocessos que assolam o país desde o impeachment de Dilma – um verdadeiro golpe contra o povo brasileiro.

Depois de 2016, e principalmente após a eleição de Jair Bolsonaro, o Bolsa Família passou a ser alvo constante de ameaças, inclusive com ataques e ofensas aos beneficiários do programa. Já em 2017 o Bolsa Família sofreu uma drástica redução de mais de 1 milhão de beneficiários, que só foi revertida por enfática pressão e denúncia da oposição.

Depois, na proposta de orçamento para 2019, o governo cortou metade dos recursos do programa, também recompostos depois da repercussão negativa.  Segundo dados do Ministério da Cidadania, em novembro de 2019 o benefício foi pago a apenas 13,2 milhões de famílias – segundo menor volume registrado nos últimos oito anos, à frente apenas de julho de 2017, quando 12,7 milhões de famílias receberam o benefício. Enquanto os cortes aumentam e os repasses diminuem, a população, cada vez mais desempregada e empobrecida, sofre.

A queda da desigualdade regional

Era inevitável que as políticas que resultaram na redução da distância entre ricos e pobres tivessem como consequência a queda nas disparidades entre as regiões brasileiras. Afinal, é no Nordeste, no Norte e no Centro-Oeste que vive a maior parte da população pobre do país. 

Mas não foi só por isso que, desde 2002, essas regiões passaram a ter maior peso na economia brasileira. Os investimentos em infraestrutura também foram decisivos para que os estados dessas regiões aumentassem sua participação no PIB e a desigualdade de renda caísse em 80% dos municípios brasileiros entre  2000 e 2010. Prova disso é que o crescimento da renda domiciliar per capita ocorreu em todo o país, mas foi mais intenso justamente nas regiões de menor renda. No Nordeste, esse aumento foi de 2,9% ano ano, 65% acima da média nacional.

Considerando somente as fontes relacionadas ao trabalho, também observamos redução das desigualdades regionais. No Nordeste, a renda do trabalho expandiu-se, em média, 3,3% ano ano, acima dos 2,1% registrados no Brasil no mesmo período.

Todo esse esforço levou a classe média a superar o número de pobres no Nordeste – única região em que esses ainda eram maioria. Em 2012, 23,9 milhões de pessoas estavam na chamada classe C, enquanto outras 23,7 milhões se encontravam na D e E, segundo dados da Pnad.