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África

A descoberta da África pelo Brasil

A agenda diplomática brasileira na África hoje reflete a importância do continente para a identidade do nosso país
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O oceano Atlântico já não basta para nos separar da África. A partir de 2003, Lula iniciou um processo de aproximação, tão intenso quanto inédito, com países de todas as regiões do continente. Depois de 33 viagens presidenciais e abertura de 19 novas embaixadas, a relação do Brasil com os governos e os povos africanos deixou de ser apenas uma sequência de episódios isolados e hoje ocupa na agenda da diplomacia brasileira um espaço proporcional à importância da África para a nossa história, nossa cultura e nossa identidade.

Em 2013, o Brasil perdoou US$ 900 milhões das dívidas externas de 12 nações africanas. As dívidas eram antigas e impediam que o Brasil expandisse suas operações comerciais com esses países. O perdão abriu caminho para a realização de novos negócios.

 

Cooperação brasileira em saúde, educação e combate à fome

Em 2006, para contribuir na redução da fome, o Brasil iniciou a transferência de tecnologia na área de produção de alimentos. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) instalou seu centro de pesquisa em Gana, onde 42 projetos estão sendo desenvolvidos. Além de capacitar agricultores e técnicos agrícolas, a Embrapa está adaptando para a savana africana sementes e técnicas utilizadas no cerrado.

Além do combate a fome, as decisões tomadas por Lula e Dilma estão ajudando o continente a enfrentar outra grande ameaça à vida: em 2012, a fábrica da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) em Moçambique começou a produzir 260 milhões de unidades anuais de medicamentos para combater a AIDS.

A educação também recebe investimentos brasileiros. Moçambique abriga o campus da Universidade Aberta do Brasil (UAB), que, em 2015, deverá ter 2 mil alunos de países de língua portuguesa nos cursos de matemática, biologia, pedagogia e administração pública.