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O povo em primeiro lugar

Atenção Básica

 

Saúde da Família já cobre mais de 100 milhões de habitantes

Hoje, em 5.346 municípios brasileiros (96% do total), os primeiros sintomas de qualquer doença põem para funcionar uma cadeia de cuidados que tem seu primeiro elo nos 257,9 mil agentes comunitários, integrantes das 34.715 equipes de Saúde da Família que contam também com médicos e enfermeiros. O programa tornou-se o pilar da reorganização da Atenção Básica. Ficaram na literatura ou nas fotografias de arquivo dos jornais as imagens do passado, com crianças famintas, esvaindo-se em diarreias mortais, sem que a mãe pudesse ou soubesse o que fazer.

Quando Lula foi eleito em 2002, menos de 32% dos brasileiros eram atendidos por equipes de Saúde da Família. Em setembro de 2013, a cobertura havia ultrapassado 56% da população. Em 2011, o PSF mudou de nome e deixou de ser chamado “programa”. Para defini-lo como uma política permanente, considerada pelo Ministério da Saúde como algo definitivo e essencial para as políticas públicas, passou a ser chamado “Estratégia Saúde da Família”.

Brasil Sorridente - O maior programa gratuito de saúde bucal do mundo

Para quem não podia pagar pelos serviços de um dentista particular, o único arremedo de política de saúde bucal do país era o uso indiscriminado do boticão, o sombrio alicate usado para arrancar dentes.

Os Centros de Especialidades Odontológicas oferecem tratamentos de canal e pequenas cirurgias. Foto: Divulgação/MDSEm 2004, quando o Brasil Sorridente foi criado, 20% da população já tinha perdido todos os dentes. O resultado foi a criação de um estigma: o sorriso desdentado como símbolo da miséria, da falta de cuidados e da ausência do Poder Público. Dez anos depois, 80 milhões de brasileiros têm um bom motivo para sorrir.

O programa Brasil Sorridente, que investiu R$ 7 bilhões em dez anos de existência, reformulou completamente a Atenção Básica em saúde bucal e, em junho de 2014, contava com 23.100 equipes de odontologia trabalhando na Estratégia Saúde da Família de 4.952 municípios, onde vivem 80 milhões de pessoas.

Para os casos mais complexos ou para restaurar o sorriso dos milhões de brasileiros que tiveram seus dentes arrancados – principalmente os mais idosos – foram criados 1.013 Centros de Especialidades Odontológicas. Além disso, desde 2010, 1.650 laboratórios estão fazendo algo inédito na história da saúde pública no país: produziram mais de 4 milhões de próteses dentárias. Elas foram entregues gratuitamente a pessoas que tiveram suas bocas mutiladas no passado.

Graças ao programa, o Brasil hoje faz parte do grupo de países com baixa incidência de cárie dentária, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). E mais: com as ações de prevenção, tratamento básico, atendimentos especializados, cirurgias, tratamentos de canal e reabilitação em saúde bucal do Brasil Sorridente, cerca de 400 mil dentes a menos foram extraídos por ano!

Quer saber mais?

• Para saber mais sobre o programa Brasil Sorridente clique aqui

• Programa resgata autoestima da população

Mais e melhores postos de saúde em todo o Brasil

O investimento na renovação das instalações físicas onde os profissionais de Saúde da Família trabalham dá a dimensão da importância da estratégia para o governo: até o encerramento do mandato de Dilma, R$ 15 bilhões terão sido investidos para melhorar a estrutura das unidades básicas.

Em 2013, foram R$ 3,1 bilhões, dinheiro que elevou o número de “postos de saúde”, como são mais conhecidos pela população, de 31.226 em 2011 para 39.959 no final de 2013, dos quais 757 foram construídos em territórios considerados pobres. Nas unidades que estão sendo ou já foram ampliadas, haverá mais espaço para os profissionais realizarem atividades terapêuticas em grupo com idosos, diabéticos, hipertensos e mulheres grávidas.

Saúde na Escola beneficia 80 mil instituições em 4.864 municípios

Médicos, pedagogos, agentes comunitários de saúde, professores, pais de alunos e enfermeiros trabalham juntos para prevenir doenças e promover a saúde de crianças, adolescentes e jovens matriculados na rede pública de ensino.Lançado por Lula, em 2007, o Saúde na Escola garante diagnóstico precoce de doenças crônicas, controle de cáries e identificação do estado nutricional dos alunos Foto: Ricardo Stuckert

Desde 2007, esse programa envolve, de maneira inédita, os Ministérios da Saúde e da Educação. No ambiente escolar, os profissionais fazem o diagnóstico precoce de doenças crônicas, o controle de cáries, detectam problemas de visão e identificam o estado nutricional dos alunos. 80,4 mil escolas, pré-escolas e creches, com maioria de alunos do Bolsa Família, fazem parte do programa, que atende crianças e jovens em 4.864 municípios. A ampliação do programa Saúde na Escola para as creches e pré-escolas integra a ação Brasil Carinhoso, que foi concebida numa perspectiva de garantir atenção integral a crianças e jovens reforçando políticas ligadas à saúde e à educação.

 

Saúde Mental - Atenção psicossocial e integração à família agora são prioridade

Um ano antes da primeira eleição de Lula, em 2001, a lei da reforma psiquiátrica condenou os antigos hospitais psiquiátricos dos quais os pacientes saíam – quando saíam – com sequelas piores que a própria doença. Coube aos governos Lula e Dilma criar novas estruturas para atender os doentes mentais de maneira humanizada e acolhedora, com a finalidade de integrá-los à família e à sociedade.

Desde então, o orçamento destinado à saúde mental triplicou, saltando de R$ 620 milhões para R$ 2 bilhões. Em consequência, o número de Centros de Atenção Psicossocial, os Caps, chegou a 2.067 unidades em dezembro de 2013, quase cinco vezes mais que os 424 existentes em 2002. Criados no final dos anos 1980, os Caps envolvem a comunidade e a família no tratamento dos doentes mentais, para que eles possam voltar a levar uma vida normal. Como nem sempre isso é fácil de acontecer, desde 2003 as famílias de 4.245 brasileiros que durante vários anos viveram isolados em hospitais passaram a receber auxílio financeiro, atualmente no valor de R$ 412,00.

 

Melhoria de condições sanitárias reduz mortalidade de bebês indígenas

A saúde indígena deixou de ser mais uma das ações desenvolvidas pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para ser o foco exclusivo de uma secretaria criada pelo Ministério em 2010. O principal objetivo é o atendimento dos índios brasileiros pelo SUS de maneira integral. O governo investe principalmente na melhoria das condições sanitárias, no manejo de lixo e no abastecimento d’água das aldeias. Em consequência desses esforços, a mortalidade infantil entre os bebês indígenas vem caindo continuamente desde 2005. Em 2009, ela foi de 41,9 mortes por 1000 nascidos vivos, contra 74,6 no ano 2000.